sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O TRABALHO QUE ILUMINA







C. Freinet
Claro! Certamente existem enxadas, arados e instrumentos mecânicos tão aperfeiçoados, que cavam o solo e semeiam o grão sem que você tenha que enfrentar a aridez da terra. Mas, quanto a mim, ao preparar uma sementeira, gosto de peneirar a terra com as mãos e apertar as pedras amorosamente, como se alisa o berço macio de um bebê.
É isso: um mesmo trabalho pode ser obrigação ou liberação. Não é uma questão de novidade, mas de iluminação e de fecundidade.
Você conhece a história de “descascar batatas”, no regimento? Há uma arte – de que a Escola fez uma tradição – para funcionar o mais lentamente possível, sem no entanto se deixar de trabalhar. É stakanovismo ao contrário. E quando se trata de pegar a vassoura para varrer as cascas das batatas, é o próprio cabo que tem de se encarregar da tarefa.
O soldado sai de licença, e vai ver a mulher. Fazer a sopa, descascar as batatas, até varrer, tudo isso se transformou em prazer de que ele reclama o privilégio.
A tarefa da manhã transformou-se numa recompensa!
Acontece o mesmo na escola, onde certos trabalhos gastos pela tradição serão, amanhã, procurados como atividades novas que você julgará exclusivas. Não procure a novidade; a própria mecânica mais aperfeiçoada chega a cansar, se não atender às necessidades profundas do indivíduo. No número cada vez maior de atividades que lhe são oferecidas, escolha primeiro as que iluminam sua vida, as que dão sede de desenvolvimento e de conhecimentos, as que fazem brilhar o sol. Edite um jornal para praticar a correspondência, recolha e classifique documentos, organize a experiência tateante que será a primeira fase da cultura científica. Deixe desabrochar os botões de flores, mesmo que às vezes o orvalho os molhe.
Tudo o mais lhe será dado por acréscimo.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

CARTA PARA ISABEL



Querida Isabel






(carta de Rosa Maria Wittaker Sampaio)



Mandei aquele texto do professor africano para você e fiquei pensando muito no seu curso de Metodologia da Língua Portuguesa.
Vou falar alguma coisa, assim, de pessoa que não fez pedagogia., mas é que enxergo os "efeitos' do nosso ensino de português .Agora, com a campanha do "Criança Esperança" da Globo, têm aparecido muitas iniciativas maravilhosas com crianças e jovens pelo Brasil.
O que percebo em 99% das apresentações é que as crianças e jovens NÃO SABEM FALAR NEM LER. Não se entende nem se ouvem bem as frases que falam e as leituras são fraquíssimas. Junte-se a isso a vergonha de falar em público, na frente de um microfone....MAS ISSO SE ENSINA.....SE APRENDE.......
Para mim, saber ler para um público, e saber falar claro, também é Língua Portuguesa.
Freinet foi mesmo um visionário, naquele tempo não havia televisão, mas ele já trabalhava com o "rádio" e o gravador, e ele já dava uma importância enorme ao "falar bem em público".

A) Uma de suas técnicas é chamada de texto livre.
Quando quiser a criança traz um texto que fez em casa para a classe e de frente para ela, lê bem claramente o seu texto para que seja avaliado e com possibilidade de ser escolhido. Será então corrigido coletivamente, com o autor aceitando ou não as sugestões bem definidas. Depois é impresso para o jornal., um trabalho individual se tornando um trabalho coletivo, cada dupla montando um pedacinho para depois de pronto enviar aos correspondentes e às famílias
.Veja, enfrentar o público ler corretamente para a classe, aceitar as criticas ou sugestões , e ver o seu trabalho trabalhado por todos os colegas, perfeito, e registrado, divulgado........ UM SUCESSO! Esse é um dos objetivos da Pedagogia Freinet.

B) O segundo exemplo é o Conselho de Classe feito semanalmente: uma roda com as crianças defendendo claramente na frente de todos seus pontos de vista, suas argumentações, seus medos e suas dúvidas.
Tudo organizadamente com a participação de todos. O coordenador e o relator de cada Conselho são escolhido pelos seus colegas e começam aprender a coordenar e a relatar reuniões. É um aprendizado da Língua Portuguesa, para situações que eles vão ter que enfrentar inúmeras vezes na sua vida profissional mais tarde, você não concorda? E a hora de aprender não é agora, enquanto são crianças?

C)O terceiro exemplo é a técnica da Correspondência escolar. Tem alguns textos sobre ela entre aqueles que enviei. É uma atividade riquíssima e prazerosa para o aprendizado da Língua..

D)As classes Freinet trabalham com muita música, o canto , os corais com dois ou três textos compostos em cima de músicas conhecidas.Cantando aprendem a falar....

E) Muita poesia, você não imagina como essa atividade é considerada importante para o aprendizado da Língua., tem publicações com poesias das crianças e jovens...... criar poesias e conhecer poemas de livros, para serem lidos individualmente ou em grupos ou jograis.

F)Os desenhos são uma riqueza imensa para se criar histórias como os do terceiro caderno do professor africano...Fazer livrinhos,,, um mundo infinito de situações de SUCESSO!

Para acompanhar tudo isso da Pedagogia Freinet, tem o livro da Maria Lúcia dos Santos:,O Texto Livre no aprendizado da Lingua Portuguesa da Scipione 1991
Vale a pena conhecer. Espero que você aceite minhas opiniões não acadêmicas....
Um abraço da Rosa Maria.
S.Paulo 4 de Agosto de 2006

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O TRABALHO QUE ILUMINA

O TRABALHO QUE ILUMINA
C. Freinet
Claro! Certamente existem enxadas, arados e instrumentos mecânicos tão aperfeiçoados, que cavam o solo e semeiam o grão sem que você tenha que enfrentar a aridez da terra. Mas, quanto a mim, ao preparar uma sementeira, gosto de peneirar a terra com as mãos e apertar as pedras amorosamente, como se alisa o berço macio de um bebê.
É isso: um mesmo trabalho pode ser obrigação ou liberação. Não é uma questão de novidade, mas de iluminação e de fecundidade.
Você conhece a história de “descascar batatas”, no regimento? Há uma arte – de que a Escola fez uma tradição – para funcionar o mais lentamente possível, sem no entanto se deixar de trabalhar. É stakanovismo ao contrário. E quando se trata de pegar a vassoura para varrer as cascas das batatas, é o próprio cabo que tem de se encarregar da tarefa.
O soldado sai de licença, e vai ver a mulher. Fazer a sopa, descascar as batatas, até varrer, tudo isso se transformou em prazer de que ele reclama o privilégio.
A tarefa da manhã transformou-se numa recompensa!
Acontece o mesmo na escola, onde certos trabalhos gastos pela tradição serão, amanhã, procurados como atividades novas que você julgará exclusivas. Não procure a novidade; a própria mecânica mais aperfeiçoada chega a cansar, se não atender às necessidades profundas do indivíduo. No número cada vez maior de atividades que lhe são oferecidas, escolha primeiro as que iluminam sua vida, as que dão sede de desenvolvimento e de conhecimentos, as que fazem brilhar o sol. Edite um jornal para praticar a correspondência, recolha e classifique documentos, organize a experiência tateante que será a primeira fase da cultura científica. Deixe desabrochar os botões de flores, mesmo que às vezes o orvalho os molhe.
Tudo o mais lhe será dado por acréscimo.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Técnicas Educativas da PEDAGOGIA FREINET – OS CANTINHOS DE TRABALHO

Técnicas Educativas da PEDAGOGIA FREINET – OS CANTINHOS DE TRABALHO

UMA MANHÃ COMO TANTAS OUTRAS
TRABALHO EM ATELIÊS COM O MATERNAL I e II
Ch. Bizieau
École maternelle Fontalon
Le Nouvel Éducateur- Março /89

KARIMA é responsável pelo ateliê ESCRITA. Ela prepara os cadernos, as borrachinhas, as canetinhas de feltro,(não as grossas) , lápis preto, lápis de cor... e a borracha do professor. Todos as ateliês da manhã tem um responsável que deve preparar o material necessário.
Seu trabalho de responsável termina e Karima se dirige ao ateliê ESCRITA, aquele que ela escolheu.Ela começa o desenho sem refletir. Ela evolui, enriquece até o momento em que decide que está pronto, terminado, ; terminado ela cola( quatro pontos de cola, não mais.)
-“Professora eu terminei” Eu me sento ao seu lado e ela me explica aquilo que desenhou, e depois me dita aquilo que devo escrever, o que a obriga a passar da linguagem oral para a linguagem escrita.
Elas são algumas vezes, histórias vividas como “ eu fui à piscina com minha bóia”, mas frequentemente é fruto da imaginação:”a flor , ela é muito grande, ela não pode entrar na sua casa”.
Karima recopia palavra por palavra. Ela não escreve letras, ela escreve um significado. Karima é aplicada, de repente ela “lerá” sua história aos outros e lhes mostrará seu caderno.
SEBASTIAN escolheu o ateliê PINTURA. Ele colocou sua etiqueta no lugar previsto para isso. Ele não conseguia encontrar o lugar certo, ( só tem 4 anos), mas depois de alguns dias ela já encontra sozinha o lugar certo entre 26 etiquetas de outros coleguinhas.
As etiquetas do maternal 1 são amarelas, as dos grandes são brancas, o que facilita para encontrar as de seu grupo.Ele sabe que deve vestir um blusão (a camisa do pai), ele pode pedir ajuda para vesti-lo a um colega, se quiser.
Sebastian pinta. Ele ama pintar. Ele discute com seu vizinho, eles explicam um ao outro o que estão fazendo. Quando terminar ele sabe que deverá colocar sua etiqueta no quadro magnético previsto para isso. Agora,vejamos a pintura, em que coluna está no painel dos ateliês? Está escrito, mas Sebastian é tão pequeno. Ah! O ponto amarelo quer dizer: pintura, Sebastian, segue a linha do seu nome até encontrar a coluna da PINTURA e marca com amarelo..
DIMITRI escolheu sozinho o ateliê de DESENHO. Ele chegou tarde: não há senão 6 lugares em cada ateliê.
Ufa! ele é o último..O ateliê DESENHO não é complicado. Os cadernos de capa verde estão prontos, o responsável já os colocou na mesa. O mais difícil é encontrar seu próprio caderno: o nome está escrito, mas procurar numa pilha... Felizmente os meninos grandes ajudam, Dimitri desenha uma casa como seu vizinho.O desenho de hoje fica decorado com pequenos sinais gráficos... que são bem os exercícios
que eu poderia propor.
Quanto à SADIGE, ela pôs sua etiqueta sobre as mesas do ateliê JOGOS MATEMÁTICOS. Ela tem na sua frente os pauzinhos, formas geométricas, dominós, pequenos animais numa caixa...Na parede um grande painel com todos os números de 0 a 10. Sadige hesita, pega, larga, começa, abandona. Ela está em pleno tateamento experimental: ela acaba por fazer um desenho sobre a mesa com pauzinhos triângulos e círculos. Assim começam verdadeiramente as matemáticas. Ela sabe que deve desenhar sua produção numa folha para poder mostrar aos outros Nós discutiremos,
Nós vamos contar e escrever “os nomes” pode ser ou não ser... de qualquer forma seu trabalho será valorizado por essa apresentação.

Os cinco do maternal II que foram com a ajuda de uma monitora, ao ateliê ÁGUA na classe antiga, arrumada especialmente para isso, voltam: eles abrem o armário (atenção, não é aquele armário “proibido” que é reservado para o professor) e escolhem seus jogos.
Progressivamente, as crianças que terminam seu trabalho, fazem outro tanto. Alguns vão para o ateliê LEITURA, outros para o canto MÚSiCA.


O barulho aumenta, eu ajudo os últimos que não terminaram e intervenho:” Eric, você não arrumou seu material”;“Emanuelle, você se esqueceu de colocar sua etiqueta no quadro”;”Não John, não deve guardar o quebra- cabeça em desordem; peça a um grande para ajudar”.
“ É preciso respeitar as leis da classe que vocês decidiram, e eu devo garantir isso”

JUNTOS VÃO SE ORGANIZANDO

A organização de atividades nos cantos em ateliês permite o acesso à autonomia, apesar de todos os obstáculos a transpor pelas crianças menores, turbulentas e que ainda não sabem ler. É preciso aprender a escolher, ler sua etiqueta, reconhecer seu caderno, é preciso, sobretudo, compreender o sistema: aqui se faz isto, lá se faz aquilo... Há outro tanto de problemas reais, principalmente no princípio do ano.

Progressivamente, as crianças aprenderão a variar suas escolhas para não ficarem sempre nos mesmos ateliês. No momento as escolhas são totalmente livres, mas, eu começo a incitar os maiores a trocar, a experimentar outras atividades É verdade que cada um começa por aquilo que tem desejo de fazer, quero dizer, por aquilo que sabe ou pensa saber fazer. Vai-se naturalmente em direção ao sucesso. Mas o trabalho de classe, feito continuamente, as produções dos outros, vão progressivamente dar vontade ás crianças de olhar os trabalhos e de experimentá-los.
Um empurrãozinho de minha parte será talvez necessário. Será preciso introduzir um sistema (não, muito rígido) permitindo a recapitulação e os comentários sobre os ateliês escolhidos durante uma semana, pois estarão colocados nos painéis nas paredes, um para cada ateliê, onde as próprias crianças marcam que ateliê fizeram em cada dia, com algum sinal combinado.
Todos os ateliês possíveis não estão fixos até o fim do ano. Eles variam. No momento os ateliês ESCRITA e MATEMÁTICA são imutáveis e ficarão assim sem dúvida.

A organização vai acontecendo pouco a pouco, sobretudo é bom não ser muito ambiciosa nem demasiado rápida.Ela melhora com a ajuda das crianças, decidimos juntos as regras de vida da classe e as proibições que aparecem quando a necessidade delas se faz sentir.E evidente que junto aos menores, a parte do professor é preponderante e que esse tipo de organização exige uma grande disponibilidade de sua parte: deve ser rápido lá onde se precisa dela. ( as crianças não ouvem... ou demoram...)
Mas esse sistema não vai permitir às crianças serem eles mesmos e não peões mandados, adestrados e formados pelo professor?
Assim eles serão pequenos homens responsáveis por eles mesmos e pelos outros, desde gora.
* * * * *
Sugestões para outros ateliês ou CANTOS: de colagem, de recorte,de leitura, de barro, de jogos de montar (na mesa), de jogos de construir ( no tapete) colares de contas; de caixas de jogos de matemática numerados pelo grau de dificuldade ;de tapeçarias com lã (agulha bem grossa sem ponta) bordando a partir de seus próprios desenhos,canto da Biblioteca....
Os Cantos do Dia a Dia que podem ser mais longos, em dias e horários especiais: A ) das bonecas, com berços, armário com gavetas para as roupas das bonecas, banheirinha, espelho, pentes, secador de cabelo, mesa de passar roupa etc; B) uma cozinha com mesa e utensílios próprios:pratos, panelas e talheres, fogão, vassouras, sacola de compras, estante, telefone, etc; C) uma banquinha de feira com balança, cestas de frutas, legumes e flores de plástico ou outro material, avental e notas de dinheiro feitas pelas crianças e o caderno para a contabilidade; D) uma lojinha de panos e fitas, botões e lã., o balcão com tesoura, fita métrica, metro de madeira, dinheiro feito pelas crianças e caderno para pagamentos e recibos E)Canto da fantasia com roupas para vestir. O mais possível tudo deverá ser do tamanho natural,
Estes são os “Cantos” com os Ateliês que vi nos meus estágios em classes Freinet.

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Rosa Maria Sampaio ABDEPP Associação Brasileira para Divulgação, Estudos e Pesquisas da Pedagogia Freinet. Site www.freinet.org.br e-mail rosamsampaio@uol.com.br S. Paulo Outubro 2001

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

O TRABALHO EM MIGALHAS

C. Freinet


“O trabalho em migalhas”, diz um autor...
Só há migalhas na nossa vida de educadores. Nem sequer conseguimos reuni-las, o que aliás seria inútil, pois migalhas de pão espremidas e enroladas nunca dão mais do que bolinhas, boas apenas para servir de projéteis nos refeitórios.
Migalhas de leitura, caídas de uma obra que ignoramos e que têm gosto de pão que ficou ressecando nas gavetas e nos sacos.
Migalhas de história, umas bolorentas, outras mal cozidas, e cuja amálgama é um problema insolúvel.
Migalhas de matemática, e migalhas de ciências, como peças de máquinas, sinais e números que uma explosão tivesse dispersado e que nos esforçamos por montar, como um quebra-cabeça.
Migalhas de moral, como gavetas que mudamos de lugar, no complexo de uma vida de infinitas combinações.
Migalhas de arte...
Migalhas de aula, migalhas de horas de trabalho, migalhas de pátio de recreio...
Migalhas de homens!
Perigos de uma Escola que alinha, compara, agrupa e reagrupa, ausculta e avalia essas migalhas.
Urgência de uma educação que evita a explosão irreparável e faz circular um sangue novo na função viva e construtiva da pedagogia do trabalho.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Técnicas Freinet: Texto Livre, Cooperativa de Classe e Correspondência Escolar

Recebi este pequeno relato de Rosa Maria Wittaker Sampaio, nossa companheira de cooperativa Freinet e grande educadora. ela fala sobre texto livre, Conselho de Classe e Corespondência escolar, todas técnicas utilizadas pela Pedagogia Freinet como instrumento para o professor.

Uma de suas técnicas de Freinet é chamada de texto livre.
Quando quiser a criança traz um texto que fez em casa para a classe e de frente para ela, lê bem claramente o seu texto para que seja avaliado e com possibilidade de ser escolhido. Será então corrigido coletivamente, com o autor aceitando ou não as sugestões bem definidas. Depois é impresso para o jornal., um trabalho individual se tornando um trabalho coletivo, cada dupla montando um pedacinho para depois de pronto enviar aos correspondentes e às famílias
.Veja, enfrentar o público ler corretamente para a classe, aceitar as criticas ou sugestões , e ver o seu trabalho trabalhado por todos os colegas, perfeito, e registrado, divulgado........ UM SUCESSO! Esse é um dos objetivos da Pedagogia Freinet.

B) O segundo exemplo é o Conselho de Classe feito semanalmente: uma roda com as crianças defendendo claramente na frente de todos seus pontos de vista, suas argumentações, seus medos e suas dúvidas.
Tudo organizadamente com a participação de todos. O coordenador e o relator de cada Conselho são escolhido pelos seus colegas e começam aprender a coordenar e a relatar reuniões. É um aprendizado da Língua Portuguesa, para situações que eles vão ter que enfrentar inúmeras vezes na sua vida profissional mais tarde, você não concorda? E a hora de aprender não é agora, enquanto são crianças?

C)O terceiro exemplo é a técnica da Correspondência escolar. Tem alguns textos sobre ela entre aqueles que enviei. É uma atividade riquíssima e prazerosa para o aprendizado da Língua..

D)As classes Freinet trabalham com muita música, o canto , os corais com dois ou três textos compostos em cima de músicas conhecidas.Cantando aprendem a falar....

E) Muita poesia, você não imagina como essa atividade é considerada importante para o aprendizado da Língua., tem publicações com poesias das crianças e jovens...... criar poesias e conhecer poemas de livros, para serem lidos individualmente ou em grupos ou jograis.

F)Os desenhos são uma riqueza imensa para se criar histórias como os do terceiro caderno do professor africano...Fazer livrinhos,,, um mundo infinito de situações de SUCESSO!

Para acompanhar tudo isso da Pedagogia Freinet, tem o livro da Maria Lúcia dos Santos:,O Texto Livre no aprendizado da Lingua Portuguesa da Scipione 1991
Vale a pena conhecer. Espero que você aceite minhas opiniões não acadêmicas....
Um abraço da Rosa Maria.
Olá, faz um ano que não visitamos este blog no sentido de autalizá-lo. É isso que pretendo fazer a partir de hoje. Pretendo trazer textos de Freinet e de freinetianos pelo menos uma vez por semana. Gostaira que você pedagogo, educador em geral e aqueles qe desejam conhecer mais esta pedagogia fiquem atentos.